Pela primeira vez, MEC deixa 45 mil alunos cegos sem livros didáticos
Pela primeira vez, mais de 45 mil estudantes cegos ou com baixa visão começam o ano letivo sem acesso a livros didáticos em Braille, sistema essencial para a alfabetização desse público.
A ausência do material adaptado compromete o aprendizado e a autonomia dos alunos.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef), o custo para atender todos os estudantes seria de cerca de R$ 40 milhões, menos de 1% do orçamento anual do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). A associação alerta que a falta do Braille representa uma decisão política, não financeira.
O Instituto Benjamin Constant confirma que 2026 será um ano de Braille zero, prejudicando a formação plena dos alunos, já limitados pela deficiência visual. Livros digitais são complementares, mas não substituem o aprendizado tátil do Braille.
O Ministério da Educação afirma que há contratos vigentes e que um edital está em andamento, mas a situação evidencia falhas na política pública de educação inclusiva.
Sem ação imediata, milhares de estudantes enfrentarão prejuízos irreparáveis na aprendizagem.
Fonte: O Globo | Foto: Danuzio Neto